Kassio Nunes e Flávio Bolsonaro Há cargos que se conquistam por mérito, estudo e aprovação em concursos públicos rigorosos. E há carreiras que se constroem por indicações, amizades e trocas de favores. Kassio Nunes Marques, ministro do STF e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pertence claramente à segunda categoria. E isso, nas vésperas de uma eleição presidencial em que o filho de seu padrinho político é candidato, não é detalhe menor: é um risco institucional concreto. Kassio nunca prestou um único concurso público para a magistratura ao longo de toda a sua trajetória. Formou-se em Direito, atuou como advogado, ocupou cargos na OAB do Piauí e, a partir daí, subiu exclusivamente por indicação. Foi nomeado para o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí em períodos de governo Lula. Depois, chegou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região pelo quinto constitucional, a vaga reservada a advogados, por indicação de Dilma Rousseff. E, finalmente, em 2020, foi escolhido por Jair Bo...
A Polícia Federal cansou de engolir calado. Na última semana, acionou a AGU contra as medidas do ministro André Mendonça que transformaram o inquérito das fraudes do INSS num processo sob vigilância permanente do gabinete dele. Todos os atos da apuração devem ir direto para as mãos do ministro. Qualquer troca de investigador precisa de aviso prévio. Em bom português: intromissão grosseira na gestão da corporação e sinal explícito de desconfiança seletiva. Mendonça, relator do caso que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, já tinha exigido que a PF terminasse a análise de cerca de 1.700 itens apreendidos em 60 dias. A polícia respondeu com a realidade: 11 investigadores, quando seriam necessários mais de 40, e o trabalho ainda no começo. O ministro, irritado com as mudanças de coordenação, mandou manter a equipe e justificar qualquer alteração. Enquanto isso, a operação Compliance Zero, mais recente, andava em ritmo bem mais acelerado. Coincidência? Investigadores que acompanham ...