Augusto Cury - Candidato Augusto Cury, lanterninha que de repente virou “terceira via” com 11% nas intenções de voto (pesquisa Nexus/BTG de 31 de agosto de 2026), chegou não se sabe bem como. Com ideias estrambólicas, robôs para “tampar o rombo” da Previdência, Ministério da IA e Robótica enquanto promete cortar ministérios, taxação de bets como solução mágica, mostra-se mais aventureiro a procura de brincar de presidente do que estadista. Mas, de tudo o que soltou em sabatinas e entrevistas recentes, o que de fato enterrou qualquer pretensão de seriedade foi a proposta, dita na cara dura, de implantar o parlamentarismo (ou semi-presidencialismo) no Brasil. Segundo ele, o presidencialismo é uma “chaga”. O Brasil já viveria um “parlamentarismo de fato” porque o Congresso domina o orçamento via emendas. Então, que se formalize: um primeiro-ministro chancelado pelo Parlamento, que “cai” se for impopular, corrupto ou ineficiente. Que fofo. Como se o problema do país fosse a falta de poder ...
Kassio Nunes e Flávio Bolsonaro Há cargos que se conquistam por mérito, estudo e aprovação em concursos públicos rigorosos. E há carreiras que se constroem por indicações, amizades e trocas de favores. Kassio Nunes Marques, ministro do STF e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pertence claramente à segunda categoria. E isso, nas vésperas de uma eleição presidencial em que o filho de seu padrinho político é candidato, não é detalhe menor: é um risco institucional concreto. Kassio nunca prestou um único concurso público para a magistratura ao longo de toda a sua trajetória. Formou-se em Direito, atuou como advogado, ocupou cargos na OAB do Piauí e, a partir daí, subiu exclusivamente por indicação. Foi nomeado para o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí em períodos de governo Lula. Depois, chegou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região pelo quinto constitucional, a vaga reservada a advogados, por indicação de Dilma Rousseff. E, finalmente, em 2020, foi escolhido por Jair Bo...