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Showing posts from 2026

João Cláudio Nabas, o Perito “Justiceiro”

João Cláudio Nabas João Cláudio Nabas, perito criminal federal com duas décadas de casa, chefe do Núcleo Técnico-Científico da PF em Vilhena (RO), engenheiro civil, mestre em Economia pela UnB e professor de cursos internos sobre crimes financeiros, virou réu de si mesmo. Ou melhor: alvo da 7ª fase da Operação Compliance Zero. A acusação? Ter vazado informações sigilosas do “Caso Master” para a jornalista Malu Gaspar, do O Globo. Entre os documentos supostamente repassados, um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes – sim, o mesmo ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes. É o tipo de ironia que só a realidade brasileira entrega de bandeja: o perito que passava a vida estudando fraudes financeiras em fundos de previdência (tema da sua dissertação de mestrado de 2023, ligada à Operação Fundo Fake) decidiu, ele próprio, brincar de Robin Hood das planilhas sigilosas. Ou seria o Robin Hood do WhatsApp? O Bolsonarista que se sentia imune Até 2023, Nabas não escond...

O Triunfo dos Dudas: A Apoteose da Mediocridade no Topo do Judiciário

  Eis que testemunhamos a gloriosa apoteose do "cabeça de bagre", aquela criatura que escalou o Everest da magistratura não por esforço ou intelecto, mas no sempre eficaz empuxo de compadres e coronéis. Um monumento vivo ao triunfo inequívoco da mediocridade. O rapaz é um verdadeiro gênio da geopolítica do networking: sempre esteve no lugar certo, na hora exata, conseguindo a proeza de galgar os mais altos degraus da carreira pública sem o incômodo cansaço de prestar um único concurso público. A obra-prima dessa trajetória se completou quando seu padrinho — aquele singelo capitão expulso do Exército que, numa disputa acirrada, consegue ser ainda mais medíocre que o afilhado — o catapultou para o Supremo Tribunal Federal. Sejamos justos: a indicação não foi um ato de caridade cristã do capitão. Foi aparelhamento puro, orgânico, na acepção mais fisiológica da palavra. Kassio Nunes Marques, porque dar nome aos bois é um dever cívico, sempre carregou no peito a nobre e submissa r...

Riem de que, caras-pálidas ?

  Riem da vida boa que o dinheiro público proporciona a toda uma família cuja produtividade sempre pareceu ser um conceito abstrato. Industriais? Escritores? Cantores? Advogados conceituados? Não. Nenhuma dessas trivialidades. Os filhos tampouco seguiram o pai na carreira militar. Talvez tenham refletido e concluído que, se o patriarca conseguiu a proeza de ser expulso do Exército ainda como um medíocre capitão, talvez não houvesse ali uma tradição familiar de talentos militares a ser preservada. Se faltava vocação para a disciplina, sobrava aptidão para algo muito mais lucrativo: a política. E ali descobriram uma mina de ouro inesgotável, onde os que dominam a arte de simplificar o mundo em slogans, transformar boatos em verdades convenientes e espalhar indignação industrializada conseguem prosperar magnificamente. Na era digital, nunca foi tão fácil transformar desinformação em capital político. As urnas, afinal, são férteis quando irrigadas diariamente por rios de mensagens, víd...